Hoje, 7 de outubro, domingo, dia das eleições municipais, uma notícia chocante. Luiz Malheiros, se convidou, ops. Digo, foi convidado para participar da nossa equipe.
Mais que americanos idiotas, os produtores do iHeart Radio Music Festival, que rolou do dia 21 a 22 de setembro em Las Vegas, foram ignorantes. Desrespeito com a banda e com os fãs que ali estavam, de 45 min de show, Green Day teve apenas 25 por conta do atraso de outras bandas. E então eis que no meio de Basket Case, aparece no telão ao fundo o tempo restante de 1minuto. Billie Joe Armstrong começa a xingar todo mundo, dizendo que está lá desde 1988 e não é a porra do Justin Bieber.
Verdade, ele não é a porra do Justin, e ainda por cima o Green Day teve seu show enfiado no meio de bandas de pop. Devo dizer que pra entrar no palco e engolir aquilo tudo não deve ter sido facil, e depois da sacanagem do 1 minuto restante, eles mostraram o que nesse tempo de merda dá pra fazer, quebrando suas guitarras a la The Clash.
Pra você que dormiu mal, fotografou mal, apurou mais ou menos e teve surtos de lucidez durante a Semana de Comunicação
Por Kássia Hoshi
Claudinho
Né Luiz?
Não, não se assustem assim não, a correria já passou e maioria de nós -
focas de 1º ano e Secom – já redigiu as matérias. E não se enganem, isso
não é um texto com Lead e Sublead.
Nessa semana teve de tudo, destaque para o Desespero, nunca cobrimos
nada tão grande (e olha que nem falei de ENIC). Então: “Atenção! Imprensa passando!”, já gritava o peso daquele crachá tímido
pendurado no pescoço de cada um de nós.
Na segunda, foi a vez da Camilla, que mandou muito bem, sem delongas, um
pouco de nervosismo, afinal não é todo dia que estamos na abertura de um
evento. Eu nunca tive a oportunidade de tirar tantas fotos ruins assim, as
meninas, espero que me perdoem pelo erro. A ansiedade com que me cobria antes
de dormir era descontrolável desde sexta, quando recebemos a pauta rosa.
Não sei quanto ao resto, mas esse foi o meu ápice de delirium, segunda eu já
tinha esquecido os livros - ganhado uma multa por isso - e deixado um monte de
coisas de lado. Tinha esquecido de raciocinar, só com passar da semana as
coisas se acalmaram. Thais também teve o seu - posso contar né?
Narcóticos Anônimos por favor?
Tatá passou a semana anterior doente, tinha de se medicar, acho que
isso tenha contribuído pras coisas piorarem. Enfim, o gravador demerda
dela deu pau, levei o meu, ai ela terminou a entrevista MAIS importante e... A gravação tinha sumido! Pronto, desespero armado, surtos psicóticos de
lucidez, rezas a São Miguel. Mas as coisas acabaram bem (O gravador tem umas 4
pastas, ele tinha mudado de pasta e só dá pra ver isso no pc). Pra quem é foca
sabe o pavor.
Acredito que na hora que você tá lá, gravando, fazendo as perguntas,
meio que se desliga do redor, quer que sua fonte responda com todo o entusiasmo
de um atleta que superou todos os obstáculos, nem sempre isso acontece. As
vezes sua fonte dá meia duzia de respostas desanimadoras, quebra o
relacionamento pré-estabelicido. Isso aconteceu com a minha primeira matéria
fria.
Na manhã de quinta, a Alessandra passou e me deu uma carona. Palestra
com Terezinha de Almeida, a diretora da TV Vanguarda. Foi uma correria atrás de
uma câmera, tudo certo no final e o Ruan ainda roubou as fotos que tirei.
A noite tava a mini-redação montada no laboratório
de informática. Selecionamos as fotos – as não desfocadas né Kássia? –, e a
professora Eliane deu nosso gancho.
Bora começar a redigir a matéria garotada! Sujeito + Verbo + Predicado, Linha-fina, Lead – não esquece: Quem, fez o quê, quando, onde, porque e como? –, Sublead, Fonte, qualificação desta, não repetir verbo ...
Difícil...
Cabo? Que nada! Corrige, arruma, lê, relê, coça a cabeça, pensa mais um pouco, encaixa fonte pessoal, não esquece de seguir a linha do contexto! Sexta você volta?! Volta sim, revê o texto, muda verbo, muda frase comprida, muda sentido, muda fala, muda fonte. Corre, procura o professor José Maria, Camilla! Vai buscar a fonte tal Kriss! E o nome do Anfiteatro Luiz?
Calafrios a parte, como Josué disse tem muitos alunos no Departamento
que não se interessam pela Secom. E acredito nele, nos dias que estive cobrindo
e fotografando, só lotou mesmo na abertura com o Mário Meirelles, o meio-cabeça
dos programas da Globo. A palestra da Netnografia, e da Hoshihara, foram
ótimas; os do blogueiros realmente me impressionou.
E no fim, “passou tão rápido!”. O som do cover do Red Hot de ontem deu aquela animada, gerou uma espécie de saudade. Uma coisa que fez acalmar as nossas angustias. Dá vontade de ter mais? Em partes sim. O que ficou? Ficou a impressão de que é essa a Cara da Comunicação:
Mas a Secom acabou e deixou um gosto de
experiência. Que venha o Enic, as eleições, e tudo. Estamos preparados e
teremos todo apoio do mundo.
Agradecimentos à todos os professores que atenciosamente e pacientemente aguentaram a todos nós; a todo o 1º JO que se uniu, e apresentou um companheirismo que nunca pensei que veria. Isso nos tornou mais fortes, imagino. Em especial a Tatá linda, que me aguentou.
a carne sobre os ossos e colocam uma mente ali dentro e algumas vezes quebram vasos contra as paredes e os homens bebem demais e ninguém encontra o par ideal mas seguem na procura rastejando para dentro e para fora dos leitos. a carne cobre os ossos e a carne busca muito mais do que mera carne.
de fato, não há qualquer chance: estamos todos presos a um destino singular.
ninguém nunca encontra o par ideal.
as lixeiras da cidade se completam os ferros-velhos se completam os hospícios se completam as sepulturas se completam
E pra começar a sentir o gosto do fim de semana, resolvi postar um livro
até então famoso por si só, da trilogia Millennium: The Girl With The Dragon
Tattoo. Já comentado aqui pela Thais, o remake do filme sueco adaptado do
livro. Sem dúvidas, Clóvis Rossi que me perdoe, o melhor livro que
envolve a ética e todo o aprendizado jornalístico. (Srs. professores agradeço
se revisarem o livro “O que é jornalismo” e por o Mikael pra dar aula para
gente). A história original não muda tanto assim para a adaptação americana que
foi considerada a melhor, mas como sempre nada comparado.
No início chega a ser meio metódico o jeito que ele trata de explicar e
por o leitor dentro do contexto da economia sueca, e logo depois temos Mikael
Blomkvist, ou o Super-Blomkvist se você estiver a fim de tirar ele do sério.
Mikael é o jornalista ético, passou sua carreira denunciando empresas corruptas
da Suécia, e logo no início da carreira ganhou o apelido carinhoso, nome de um
detetive dos livros suecos. Eis que então que este se vê num problema,
denunciou as empresas Wennerström, e perdeu a causa. Decide então deixar
a revista Millennium, em que é coproprietário, e partir para desvendar o
caso Harriet, ganhar a cabeça do Wennerström, e recuperar o mais
importante sua credibilidade.
Durante o desenrolar da história, a heroína aparece. Lisbeth Salander
passa longe do normal, descrita como uma garota de aparência anoréxica de um
metro e meio de altura, jovem, cheia de piercings e tatuagens - todos símbolos
próprios - que, segundo sua ficha, é incapaz de tomar conta de si sozinha e tem
tendência a ser violenta. A primeira vista, Lisbeth é o verdadeiro demônio
encarnado no corpo de uma garota de vinte e cinco anos, pelo menos para aqueles
que nem ao menos tentaram conhecê-la de verdade, ou melhor, pelo menos para a
maioria que nunca a tratou como um ser humano. Mais humano do que ela impossível
você encontrar nas novas literaturas de hoje. Mikael deve sua vida e carreira a
ela, sem contar que ele é o único que sua presença não a irrita, ele é um homem
bom. Ela gosta dele. Trabalharam juntos no caso Harriet, e se não
fosse ela, talvez Blomkvist não solucionasse o caso, não daria a volta por cima
na cara do Wennerström e... Bem você descobre quando ler.
Mas afinal, ela é mesmo mais esperta que eu e você. O que vale a pena de ler o livro, é que Lis não é nenhuma clichê não,
resolve tudo sozinha, tem uma mente muito mais lógica que qualquer outra, e sua
personalidade exótica atrai até demais o leitor. Qual é o passado de Lisbeth
Salander, porque ela, datada de dons tão magníficos, é considerada tão incapaz
e violenta. Logo você muda de posição no livro, é cativado pela mente dela, é
capaz de apoiá-la em todos os atos, pense nas consequências, sabe que
ela faz bem em estar no anonimato, não querer se envolver com a polícia, não
acredita neles, no sistema, nem nas pessoas. Você se liberta ao ver o
troco que ela dá ao seu novo tutor. Sabe que Salander não deixa nada de graça.
Ela é o jovem do século XXI, vê sua liberdade, deixa de lado as fronteiras na
internet. Se livra do sistema que a prejudica, que a estupra, se vê livre dos
homens que não amam as mulheres.
Uma breve biografia do nosso autor:Stieg Larsson nascido em Skelleftehamn em 15 de agosto de 1954 e
morreu por ataque cardíaco em Estocolmo, 9 de novembro de 2004, um ano antes do
lançamento do primeiro livro e se tornar milionário. Foi um dos mais influentes
jornalistas e ativistas políticos suecos. Trabalhou na destacada agência de
notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações
neofascistas e racistas e por isso recebeu diversas ameaças. É co-autor de
Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país. Sua semelhança com
Mikael é inconfundível.
A música veio da Vitória, ela tava me contando sobre o filme "Donnie Darko" e seu coelho - amigo imaginário e das semelhanças da personagem principal com o Holden. Desde então a música ficou aqui no navegador e todo dia que abro, ela começa. Melódica e um tanto triste.
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.