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domingo, 7 de outubro de 2012

Urgente

Boa noite.
Hoje, 7 de outubro, domingo, dia das eleições municipais, uma notícia chocante. Luiz Malheiros, se convidou, ops. Digo, foi convidado para participar da nossa equipe.
Seja bem vindo, Louiz!

PS: Você começa amanhã.


domingo, 23 de setembro de 2012

Don't wanna be an American idiot



Mais que americanos idiotas, os produtores do iHeart Radio Music Festival, que rolou do dia 21 a 22 de setembro em Las Vegas, foram ignorantes. Desrespeito com a banda e com os fãs que ali estavam, de 45 min de show, Green Day teve apenas 25 por conta do atraso de outras bandas. E então eis que no meio de Basket Case, aparece no telão ao fundo o tempo restante de 1minuto. Billie Joe Armstrong começa a xingar todo mundo, dizendo que está lá desde 1988 e não é a porra do Justin Bieber.
Verdade, ele não é a porra do Justin, e ainda por cima o Green Day teve seu show enfiado no meio de bandas de pop. Devo dizer que pra entrar no palco e engolir aquilo tudo não deve ter sido facil, e depois da sacanagem do 1 minuto restante, eles mostraram o que nesse tempo de merda dá pra fazer, quebrando suas guitarras a la The Clash.



Confira o show completo aqui

sábado, 25 de agosto de 2012

Secom a semana de comunicação extrema

Pra você que dormiu mal, fotografou mal, apurou mais ou menos e teve surtos de lucidez durante a Semana de Comunicação

Por Kássia Hoshi


Claudinho


Né Luiz?


     Não, não se assustem assim não, a correria já passou e maioria de nós - focas de 1º ano e Secom – já redigiu as matérias.  E não se enganem, isso não é um texto com Lead e Sublead.


     Nessa semana teve de tudo, destaque para o Desespero, nunca cobrimos nada tão grande (e olha que nem falei de ENIC). Então: “Atenção! Imprensa passando!”, já gritava o peso daquele crachá tímido pendurado no pescoço de cada um de nós.









     Na segunda, foi a vez da Camilla, que mandou muito bem, sem delongas, um pouco de nervosismo, afinal não é todo dia que estamos na abertura de um evento.

     Eu nunca tive a oportunidade de tirar tantas fotos ruins assim, as meninas, espero que me perdoem pelo erro. A ansiedade com que me cobria antes de dormir era descontrolável desde sexta, quando recebemos a pauta rosa. Não sei quanto ao resto, mas esse foi o meu ápice de delirium, segunda eu já tinha esquecido os livros - ganhado uma multa por isso - e deixado um monte de coisas de lado. Tinha esquecido de raciocinar, só com passar da semana as coisas se acalmaram. Thais também teve o seu - posso contar né?

Narcóticos Anônimos por favor?
     Tatá passou a semana anterior doente, tinha de se medicar, acho que isso tenha contribuído pras coisas piorarem. Enfim, o gravador demerda dela deu pau, levei o meu, ai ela terminou a entrevista MAIS importante e... A gravação tinha sumido! Pronto, desespero armado, surtos psicóticos de lucidez, rezas a São Miguel. Mas as coisas acabaram bem (O gravador tem umas 4 pastas, ele tinha mudado de pasta e só dá pra ver isso no pc). Pra quem é foca sabe o pavor.



     Acredito que na hora que você tá lá, gravando, fazendo as perguntas, meio que se desliga do redor, quer que sua fonte responda com todo o entusiasmo de um atleta que superou todos os obstáculos, nem sempre isso acontece. As vezes sua fonte dá meia duzia de respostas desanimadoras, quebra o relacionamento pré-estabelicido. Isso aconteceu com a minha primeira matéria fria.




     Na manhã de quinta, a Alessandra passou e me deu uma carona. Palestra com Terezinha de Almeida, a diretora da TV Vanguarda. Foi uma correria atrás de uma câmera, tudo certo no final e o Ruan ainda roubou as fotos que tirei.
     A noite tava a mini-redação montada no laboratório de informática. Selecionamos as fotos – as não desfocadas né Kássia? –, e a professora Eliane deu nosso gancho.



     Bora começar a redigir a matéria garotada! Sujeito + Verbo + Predicado, Linha-fina, Lead – não esquece: Quem, fez o quê, quando, onde, porque e como? –, Sublead, Fonte, qualificação desta, não repetir verbo ...



Difícil...

     Cabo? Que nada! Corrige, arruma, lê, relê, coça a cabeça, pensa mais um pouco, encaixa fonte pessoal, não esquece de seguir a linha do contexto! Sexta você volta?! Volta sim, revê o texto, muda verbo, muda frase comprida, muda sentido, muda fala, muda fonte. Corre, procura o professor José Maria, Camilla! Vai buscar a fonte tal Kriss! E o nome do Anfiteatro Luiz?

     Calafrios a parte, como Josué disse tem muitos alunos no Departamento que não se interessam pela Secom. E acredito nele, nos dias que estive cobrindo e fotografando, só lotou mesmo na abertura com o Mário Meirelles, o meio-cabeça dos programas da Globo. A palestra da Netnografia, e da Hoshihara, foram ótimas; os do blogueiros realmente me impressionou.





    E no fim, “passou tão rápido!”. O som do cover do Red Hot de ontem deu aquela animada, gerou uma espécie de saudade. Uma coisa que fez acalmar as nossas angustias. Dá vontade de ter mais? Em partes sim. O que ficou? Ficou a impressão de que é essa a Cara da Comunicação:








     Mas a Secom acabou e deixou um gosto de experiência. Que venha o Enic, as eleições, e tudo. Estamos preparados e teremos todo apoio do mundo.

     Agradecimentos à todos os professores que atenciosamente e pacientemente aguentaram a todos nós; a todo o 1º JO que se uniu, e apresentou um companheirismo que nunca pensei que veria. Isso nos tornou mais fortes, imagino. Em especial a Tatá linda, que me aguentou.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Literatura #3 - Sozinho com todo mundo


Sozinho com todo mundo

a carne sobre os ossos
e colocam uma mente
ali dentro e
algumas vezes quebram
vasos contra as paredes
e os homens bebem
demais
e ninguém encontra o
par ideal
mas seguem na
procura
rastejando para dentro e para fora
dos leitos.
a carne cobre
os ossos e a
carne busca
muito mais do que mera
carne.

de fato, não há qualquer
chance:
estamos todos presos
a um destino
singular.

ninguém nunca encontra
o par ideal.

as lixeiras da cidade se completam
os ferros-velhos se completam
os hospícios se completam
as sepulturas se completam

nada mais
se completa.

Charles Bukowski.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Prateleira#1 - Lisbeth Salander em Millennium: The Girl With The Dragon Tattoo


     E pra começar a sentir o gosto do fim de semana, resolvi postar um livro até então famoso por si só, da trilogia Millennium: The Girl With The Dragon Tattoo. Já comentado aqui pela Thais, o remake do filme sueco adaptado do livro.  Sem dúvidas, Clóvis Rossi que me perdoe, o melhor livro que envolve a ética e todo o aprendizado jornalístico. (Srs. professores agradeço se revisarem o livro “O que é jornalismo” e por o Mikael pra dar aula para gente). A história original não muda tanto assim para a adaptação americana que foi considerada a melhor, mas como sempre nada comparado.

     No início chega a ser meio metódico o jeito que ele trata de explicar e por o leitor dentro do contexto da economia sueca, e logo depois temos Mikael Blomkvist, ou o Super-Blomkvist se você estiver a fim de tirar ele do sério. Mikael é o jornalista ético, passou sua carreira denunciando empresas corruptas da Suécia, e logo no início da carreira ganhou o apelido carinhoso, nome de um detetive dos livros suecos. Eis que então que este se vê num problema, denunciou as empresas Wennerström, e perdeu a causa. Decide então deixar a revista Millennium, em que é coproprietário, e partir para desvendar o caso Harriet, ganhar a cabeça do Wennerström, e recuperar o mais importante sua credibilidade.

     Durante o desenrolar da história, a heroína aparece. Lisbeth Salander passa longe do normal, descrita como uma garota de aparência anoréxica de um metro e meio de altura, jovem, cheia de piercings e tatuagens - todos símbolos próprios - que, segundo sua ficha, é incapaz de tomar conta de si sozinha e tem tendência a ser violenta. A primeira vista, Lisbeth é o verdadeiro demônio encarnado no corpo de uma garota de vinte e cinco anos, pelo menos para aqueles que nem ao menos tentaram conhecê-la de verdade, ou melhor, pelo menos para a maioria que nunca a tratou como um ser humano. Mais humano do que ela impossível você encontrar nas novas literaturas de hoje. Mikael deve sua vida e carreira a ela, sem contar que ele é o único que sua presença não a irrita, ele é um homem bom. Ela gosta dele. Trabalharam juntos no caso Harriet, e se não fosse ela, talvez Blomkvist não solucionasse o caso, não daria a volta por cima na cara do Wennerström e... Bem você descobre quando ler.

     Mas afinal, ela é mesmo mais esperta que eu e você. O que vale a pena de ler o livro, é que Lis não é nenhuma clichê não, resolve tudo sozinha, tem uma mente muito mais lógica que qualquer outra, e sua personalidade exótica atrai até demais o leitor. Qual é o passado de Lisbeth Salander, porque ela, datada de dons tão magníficos, é considerada tão incapaz e violenta. Logo você muda de posição no livro, é cativado pela mente dela, é capaz de apoiá-la em todos os atos, pense nas consequências, sabe que ela faz bem em estar no anonimato, não querer se envolver com a polícia, não acredita neles, no sistema, nem nas pessoas. Você se liberta ao ver o troco que ela dá ao seu novo tutor. Sabe que Salander não deixa nada de graça. Ela é o jovem do século XXI, vê sua liberdade, deixa de lado as fronteiras na internet. Se livra do sistema que a prejudica, que a estupra, se vê livre dos homens que não amam as mulheres.



Uma breve biografia do nosso autor: Stieg Larsson nascido em Skelleftehamn em 15 de agosto de 1954 e morreu por ataque cardíaco em Estocolmo, 9 de novembro de 2004, um ano antes do lançamento do primeiro livro e se tornar milionário. Foi um dos mais influentes jornalistas e ativistas políticos suecos. Trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofascistas e racistas e por isso recebeu diversas ameaças. É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país. Sua semelhança com Mikael é inconfundível.


Um texto mais que interessante:http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/02/por-que-amamos-tanto-lisbeth-salander.html

Prateleira é postada toda terça-feira, perdoem o atraso.

Música#2 - Mad World - Gary Jules


A música veio da Vitória, ela tava me contando sobre o filme "Donnie Darko" e seu coelho - amigo imaginário e das semelhanças da personagem principal com o Holden. Desde então a música ficou aqui no navegador e todo dia que abro, ela começa. Melódica e um tanto triste.






Mundo Louco

À minha volta são todos rostos familiares.
Lugares desgastados.
Rostos desgastados.
Claro e cedo para suas corridas diárias
indo a lugar nenhum.
Indo a lugar nenhum.
E suas lágrimas estão enchendo seus óculos.
Sem expressão.
Sem expressão.
Escondo minha cabeça, quero afogar meu sofrimento.
Sem amanhã.
Sem amanhã.
E eu acho isso meio cômico.
E eu acho isso meio triste.
Os sonhos nos quais estou morrendo são os melhores que eu já tive.
Eu acho difícil te dizer
porque acho difícil de entender.
Quando as pessoas andam em círculos é
um mundo muito, muito louco.
Mundo louco. Mundo louco.


Crianças esperando pelo dia quando se sentem bem:
feliz Aniversário.
Feliz Aniversário.
E eu me sinto do jeito que toda criança deveria
sentar e escutar.
Sentar e escutar.
Cheguei à escola e estava muito nervoso.
Ninguém me conhecia.
Ninguém me conhecia.
Olá, professora, diga-me minha lição.
Olha através de mim.
Olha através de mim.
E eu acho isso meio cômico.
E eu acho isso meio triste.
Os sonhos nos quais estou morrendo são os melhores que eu já tive.
Eu acho difícil te dizer
porque acho difícil de entender.
Quando as pessoas andam em círculos é
um mundo muito, muito louco.
Mundo louco. Mundo louco.
Ampliar o teu mundo
Mundo louco

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Literatura #2 - Poema em linha reta


Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernando Pessoa - Poesias de Álvaro de Campos.