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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Então você quer fazer jornalismo?


A primeira coisa que alguém que está querendo cursar jornalismo deveria saber, e o que é quase impossível de se enxergar estando de fora, é que o curso realmente faz parte da comunicação social. Ou seja, ter o gosto e o dom para escrever é necessário, mas não se trata somente disso. A real do jornalismo é que você tem de ter "facilidade para se expressar", em suma. É aquele negócio que a gente aprender nas aulas de redação do colégio: arguentar, pensar, e principalmente saber construir um texto. O que eu tô querendo dizer é: esquece esse papo da galera que diz que jornalismo é um curso fácil, porque não é. Por isso, eu não indicaria para as pessoas que estão meio na dúvida, para alguém que está mais inclinado a fazer outra coisa... vamos dizer que ter a tal da "vocação" é fundamental, mas aí que está, você só descobre sua vocação na prática.

Também esqueça ficar horas a fio estudando livros e mais livros para fazer provas chatas e certinhas. Mas se prepare para ter que passar perrengues como correr atrás de fontes, conciliar tempo para escrever e apurar, cobrir eventos que nunca acabam, entregar tudo no prazo... logo no primeiro ano. Não envolve nada muito teórico, aliás, é o de menos. Sabe aquele papo de que jornalista não precisa de diploma? É besteira, mas é certo no seguinte ponto: a faculdade não é um período de estudo, mas sim uma oficina do que você vai encontrar nas redações de qualquer jornal por aí. E esse laboratório é extremamente necessário pra quem quer seguir na profissão.


Prepare-se para ter a "obrigação" de saber sobre qualquer assunto que estiver rolando na mídia. Você tem que buscar opiniões diariamente, seja onde for mais fácil pra você. TV, internet, jornal impresso. Mas é importantíssimo saber o que está acontecendo, mesmo que não seja do seu total interesse. E estando dentro desse meio, você tem de aprender a decodificar essas informações. Não adianta nada saber das coisas, mas procure ter uma opinião firme sobre elas. Se não, pesquise até formar uma. Claro, leia. Leia tudo que vier pela frente, como os professores dizem, até bula de remédio, e lembre-se de que algum dia, todo esse conhecimento será transformado em informação, de uma forma ou de outra.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dada? Nada.



Dada significa nada. Pelo menos foi esse o significado que eu sempre dei a palavra. Acho que o termo se mistificou assim como a origem do personagem Coringa. Cada fonte diz uma coisa, Dadá: o som que os bebês fazem, Dadá: uma palavra escolhida ao abrir uma página aleatória de um dicionário, Dadá: Cavalo de Pau; tanto faz: nenhum dos nomes rotula o movimento. 



Principalmente porque o Dadaísmo não deveria fazer o menor sentido, começando pela falta de definição da palavra “sentido”. O Dada não se dá por construção. O Dada é. A ausência de metafísica que Fernando Pessoa tanto almejava e se contradizia ao discuti-la, o Dada foi o ID das vanguardas: instintivo, irracional, automático e instantâneo. Uma verdadeira cuspida na cara dos valores, sejam elas quais forem, rompimento com quaisquer regra. O manifesto se diz contra manifestos, estabelecendo toda a confusão do homem moderno, que busca basear-se no que não se baseia. Ser do contra somente para ser do contra: abolição de lógica, porque lógica aborrece. Nessa imensa falta do que nexo, os surrealistas foram os sãos de uma geração de loucos, que procuraram seus valores em primórdios sujando suas mãos de sangue, em uniformes civilizados e quepes obscenos. O caos quebrado e desastrado dos dada não se comparava ao caos milímetro dos que eram normais. Nesse caso, ser diferente era realmente ser normal. 


O Dada revolucionou na composição de arte, transformando o que fosse em arte. Sem questionamento, um mictório, como o de Duchamp, era obra prima. Tzara, autor do manifesto que não era manifesto, recomendava aos seus seguidores que fizessem poemas com palavras aleatórias recortadas de um jornal. O Dada chegou a decadência rápido. O Dada era a decadência. Sem sofisticação alguma, ele fracassou quando tomaram-lhe reflexão explícita, ganhando o que nunca quis ter, mas sempre teve: coerência.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Frankenweenie e poemas de Tim Burton


O Halloween está aí! Não com o Dia das Bruxas, mas com o dia dos mortos, Tim Burton volta aos cinemas com mais uma animação do jeito que a gente gosta.
Frankenweenie, o novo longa animado do diretor renomado estreia por aqui no dia 2 de novembro, conta a história de um garotinho pálido e esquisito que tenta reviver seu cachorrinho morto. A novidade é que a fita é inteiramente rodada em preto e branco, e é bastante inspirado em produções cinematográficas de terror da década de 30. Alguns posteres do filmes são inspirados nesse gênero e têm um design bem legal:




Falando em Tim Burton, vou de compartilhar alguns poemas dele, que tem a mesma atmosfera sinistra e inocente dos seus filmes. Eles são em inglês e prefiro não traduzi-los porque são rimados, mas fica aí para quem entender e gostar.

The Boy With Nails in His Eyes

The Boy with Nails in his Eyes
put up his aluminium tree.
It looked pretty strange
because he couldn't really see.


The Girl With Many Eyes
One day in the park
I had quite a surprise.
I met a girl
who had many eyes.

She was really quite pretty
(and also quite shocking!)
and I noticed she had a mouth,
so we ended up talking.

We talked about flowers,
and her poetry classes,
and the problems she'd have
if she ever wore glasses.

It's great to now a girl
who has so many eyes,
but you really get wet
when she breaks down and cries

Sticky Boy and Match Girl in Love
Stick Boy liked Match Girl,
He liked her a lot.
He liked her cute figure,
he thought she was hot.
But could a flame ever burn
for a match and a stick?
It did quite literally;
he burned up quick.

Junk Girl
There once was a girl
who was made up of junk.
She looked really dirty,
and she smelled like a skunk.

She was always unhappy,
or in one of her slumps-perhaps 'cause she spent
so much time down in the dumps.

The only bright moment
was from a guy named Stan.
He was from the neighborhood
garbage man.

He loved her a lot
and made a marriage proposal,
but she already thrown herself
in the garbage disposal.








segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Save me from myself



O My Chemical Romance começou discreto. Gerard é um artista. E artistas tendem a experimentar todas as formas possíveis de expressar seus tormentos. Por tormentos, entenda, literalmente tormentos. O primeiro álbum da banda deu início ao que seria uma grande e incansável jornada pela mente do pouco perturbado Gerard Way, vocalista e compositor das odes da banda. A estrada que nós (killjoys, ou seja lá que nome você nos dê) já dura mais de dez anos, e é cheia de obstáculos, chuvas, piscinas de sangue, acidentes de carro e efedrina.
O primeiro disco vem infestado de dramas pessoais, reflexões sob efeito de drogas e vampiros. A introdução egoísta e imcompreensível do guia da carroagem é tão carregada quanto a orquestra que a acompanha. Sim, não estou falando do som do My Chemical, (não por enquanto, calma) estou falando da literatura e conceitualização deste senhor que habitou fantasias de menininhas cortadoras de pulso por um bom período de tempo.

"I'll drive until the end with you". A última faixa do não muito conhecido Bullets (nome encurtado de I brought you my bullets, you brought me your love) despedesse de um lindo casal morto em um tiroteio. A história continua no Three Cheers for Sweet Revenge, em que o personagem tem de voltar a terra e matar mil homens maus para chegar a sua amada. Gerard mistura a sua realidade, as suas preocupações, os seus problemas ao dos dois amantes, contando sua história de forma melancólica e suja. Inspirado em histórias em quadrinho e filmes de horror, o artista deixa por definitivo seu rótulo: "I'm not a poet, but a criminal".

O Revenge é o álbum preferido dos fãs. Certo, My Chemical não tem o melhor da fanbase. Adolescentes revoltados, emos, bom, era o que achávamos ser na época (apesar de negar). Garotos e garotas, em sua maioria, que se auto entitulam com adjetivos usados pelo mentor nas suas letras. Gerard consegue traduzir o que a maioria dos adolescentes quer: tragedismo, o Thanatos dos seres humanos, o que faz nossos pais sentarem no sofá depois de chegar do trabalho e ver o programa do Datena.  Mas como nenhuma ideia dura para sempre na cabeça de um verdadeiro artista, o terceiro álbum da banda acompanhou a história de outro personagem: o Paciente, nada mais, nada menos que um rapaz cancerígeno dançando com a morte.

O terceiro álbum chegou para mostrar que Gerard e sua trupe não tinha somente a tragédia em suas costas. Danger Days é mais uma história muito bem contata pela banda, que vai ser melhor ainda resumida em uma comic que está para ser lançada no próximo ano.

Voltando ao ponto principal, aonde eu queria chegar: o My Chem vai lançar 5 músicas que não entraram no Danger Days. Duas delas foram liberadas esta semana. Vamos escutar Boy Division?

 
Vamos lá, o que acharam? Não está óbvio por que essa música não entrou no Danger Days? Pois é. Ela é basicamente: Revenge. E não, garotas, não peçam para o My Chem voltar aos tempos de Revenge. Gerard tem a licença poética para fazer o que lhe der na telha.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Jake Evans, o garoto que ligou para o 911


Scrollando pelo tumblr, achei um áudio no mínimo chocante, e olha que eu não me impressiono fácil com relatos de assassinos, mas isso fica para outra história. O que achei estranho foi nenhum veículo brasileiro ter noticiado o fato que ocorreu no dia 4 de outubro. Outra coisa que é estranha, e creio que tenha a ver com a legislação americana, é o nome e o rosto de um menor de idade infrator ser divulgado. O caso foi bastante exposto; tanto que o áudio da chamada do garoto esta aí para todo mundo ouvir.

A operadora começa a chamada com o procedimento habitual. "Qual é a sua ocorrência?", ela pergunta. A voz jovial do outro lado da linha diz que matou a mãe e a irmã. De início, a mulher percebeu que não se tratava de um trote. O tom do garoto parecia frio demais. Chocada, ela se vê obrigada a continuar todos os procedimentos de um telefonema de emergência normalmente.

Jake continua com o tom frio, respondendo as perguntas da operadora com calma. Explica que matou as duas com um revólver calibre 22 roubado de sua avó, repete seu nome pausadamente. Quando questionado sobre seu estado, ele responde, "é, estou bem".

Com o endereço do garoto em mãos, a polícia é acionada. A conversa continua. Mais uma pergunta, se ele estava sob efeito de algum medicamento. O adolescente se mostra bastante capaz de construir uma frase conexa, dizendo que só havia tomado alguns remédios para a alergia. Ao decorrer da conversação, o garoto vai ficando mais tenso, até esganiçar uma voz desesperada e confusa, principalmente quando questionado sobre o motivo que o levou a matar as familiares.

"Eu não sei... é estranho. Eu não gosto muito da atitude das pessoas. Acho que é meio que uma coisa emocional. Elas são muito rudes uma com a outra, coisa do tipo. Acho que isso é uma coisa muito egoísta de se dizer, mas elas estavam de sufocando de alguma maneira". O discurso de Evan é completamente lúcido. Ele não demonstra nenhum traço de surto psicótico, e os remédios que ele diz ter tomado, só causariam muita ansiedade se tomados em grande quantidade. Nenhuma alucinação. Ele estava completamente lúcido, e aparentemente arrependido. O que poderia ter causado um ataque de violência no garoto? Relatos dizem que o menino estudava em casa, o que explicaria o "sufocamento" descrito por ele.

O adolescente demonstra uma clara carência, um tipo de carisma perigoso durante a ligação. "Eu sou mal, eu acho", declarou o assassino. Em depoimento, o garoto contou aos policiais que assistiu três vezes Rob's Zombie Halloween naquela semana. Usava o computador para visualizar pornografia ocasionalmente. Depoimentos de alunos da escola que frequentava antes de ser educado em casa dizem que o garoto era simplesmente muito gentil, carinhoso, apesar de tímido.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Palestra sobre História da Arte promove multidisciplinaridade durante o ENIC


Evento que reúne todos os departamentos da UNITAU incentiva debates aprofundados


A 17ª edição do ENIC (Encontro de Iniciação Científica), promovido pela Universidade de Taubaté, ocorreu entre os dias 16 e 19 de outubro. O evento aberto ao público reuniu alunos dos cursos de todos os departamentos da instituição, oferecendo palestras, oficinas, minicursos e exposições. A programação do dia 18 contou com a palestra sobre Perspectivas da História da arte, além de outras atividades voltadas paras diversas áreas. 

A doutora Maria Januária Vilela Santos, que faz parte do corpo docente do curso de História do Departamento de Letras e Ciências Sociais, formada pela USP (Universidade de São Paulo) em Arquitetura e Urbanismo, comandou a conversa sobre os impactos e referências da sociedade na arte. De forma simples, sem slides e microfone, a professora conversou de maneira descontraída com cerca de vinte e cinco alunos, que participaram avidamente do debate, comentando as passagens históricas explanadas pela acadêmica.

 A palestra levou os alunos estabeleceu os parâmetros que definem a função social da arte, explicando sua evolução que decorreu de forma drástica durante a história mundial. Os egípcios e gregos representavam suas atividades através de desenhos, esculturas e murais, sempre de forma representativa ou figurativa. Além do cotidiano, as obras também registravam crenças decorrentes de uma obsessiva procura pelo sentido dos elementos presentes na sociedade. “A história pode ser completamente construída somente através da observação da arte”, explica a professora Januária. Dessa análise, é possível entender que ao decorrer dos séculos, sociedade buscou criar novos valores artísticos. A doutora ressalta eventos que alteraram a maneira de expressão civilização, como as crises pós-guerra, que assolaram os homens com uma tensão psicológica aguda, o que resultou no surgimento de vanguardas artísticas. A definição de valor de arte, consumo e sua aplicação, passou ser pauta de um mundo em estado de catarse. Inaugurando a época da Arte Contemporânea, Maria Januária destaca a metafísica presente na constante busca do espanto, marcando a individualidade psíquica de cada artista.

 
O debate sobre arte foi uma reivindicação dos alunos do curso de história, demonstrando o interesse dos alunos pelas diversas perspectivas atribuídas à matéria. Confirmando a interdisciplinaridade do tema, o estudo provocou uma reflexão sobre os impactos da arte na globalização. “A conversa entre as áreas forma um mundo de não só interligação das áreas de conhecimento, mas também a de pessoas”, explica a professora Maria Januária. “Hoje há uma tendência de integrar a forma de ensinar, transformando os fatos em conhecimento, para explicar como é o mundo”, disse a palestrante.
A respeito do evento, a aluna Priscila, do segundo ano do curso de História da UNITAU, conta que tem oportunidade de conhecer outras áreas durante o ENIC. Guilherme, outro universitário de história, complementa. “Gosto de assistir palestras de história e também de outros assuntos, ontem assisti uma de Letras” disse o estudante.

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Bom, essa é minha matéria da pauta do ENIC, galerinha. Gostei muito de conhecer um pouco do que é o curso de história.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Música - Placebo lança B3



Desde o lançamento do álbum Battle For The Sun, o Placebo não divulgava nada inédito. Eles voltam este ano, com o EP B3, que com apenas cinco músicas dá uma boa sensação de renovação da banda. Revonação ou... voltar as raízes. Diferente do último disco de estúdio, as músicas do EP são bastante energéticas e carregam a atmosfera suja e sensual de sempre da banda.

O EP pode ser baixado aqui e foi disponibilizado pelo You! Me! Dancing!

domingo, 7 de outubro de 2012

Urgente

Boa noite.
Hoje, 7 de outubro, domingo, dia das eleições municipais, uma notícia chocante. Luiz Malheiros, se convidou, ops. Digo, foi convidado para participar da nossa equipe.
Seja bem vindo, Louiz!

PS: Você começa amanhã.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Literatura/Mangá - Another Note: Los Angeles B.B. Murder Case





Título: Another Note - Los Angels B. B. Murder Case

Autor: Nishio Isin

Editora: JBC

Gênero: Policial/Sobrenatural








“Good memories and Nightmares”

Another Note é uma novel original de Nishio Isin, o que poderia ser considerada “fanfic” publicada como livro. Sendo uma história paralela, não é considerada oficial, porém, existem referências no Anime e nos Lives Actions.
A publicação chega a ser uma releitura da história de L. Na entrevista para a edição especial 13 de Death Note, Tsugumi Ohba se impressiona com a atenção do autor: “(Sobre a capoeira) E quem diria que isso apareceria de forma tão surpreendente no romance de Nishio Isin? A gente não sabe mesmo que detalhes serão valorizados. Aliás, o tema de Another Note em si é um bom exemplo disso.”

O desfecho de Death Note é com certeza triunfante. Os seguidores de L conseguem derrotar o vilão, Kira, que teve seu plano de se tornar o Deus do Novo Mundo jogado ao relento ao morrer pelas mãos de um estúpido Shinigami.
Mello e Near cresceram juntos no orfanato Wammy’s House, do também falecido Watari, o mordomo de L. Com apenas 19 e 17 anos (respectivamente), foram encarregados do maior caso que o mundo já havia visto. L havia morrido, e deixado um legado sem um seguidor definido. Near, com sua frieza e imparcialidade, apenas cumpriu o que lhe havia sido imposto desde cedo. Mello teve um jeito diferente de lidar com toda a pressão, seu foco era absolutamente pessoal e suas ações impulsivamente irracionais. Creio que por esse motivo, quem nos conta a história de Beyond Birthday, é Mihael Keehl.

A Wammy’s House não era um orfanato comum. A instituição foi criada com o objetivo de garantir o futuro de L, não do indivíduo, e sim da figura que ele havia se tornado. Crianças foram selecionadas como possíveis candidatos a seguidores do detetive.
Beyond Birthday fazia parte da primeira “linhagem” de sucessores. O mais cotado para realmente ser o substituto de L era A. A pressão dentro do orfanato era tão grande que A se suicidou, e B, tão danificado quanto, fugiu para longe.

A partir daí o paradeiro de Beyond é desconhecido. Depois de dois anos, resolve atrair a atenção de L apresentando-lhe o mais difícil caso de sua carreira até então.
Beyond fora o próprio assassino. Nasceu com os olhos de Shinigami, o que lhe permitia saber o nome verdadeiro e a expectativa de vida de todos os humanos. Assim, baseou direcionou seus homicídios a quem já estava destinado a morrer. Quando os casos começaram a ser conhecidos pelo mundo todo, L convocou a noiva de um detetive de sua confiança, Naomi Misora. Ela ainda trabalhava para o FBI na época, e por ser japonesa, saberia lidar melhor com a investigação; por um detalhe peculiar nas cenas dos crimes: eram deixados bonecos de palha japoneses (Wara Ningyo), que representavam as vítimas que ainda restavam.

Além disso, Beyond Birthday tinha a destreza de não deixar pista alguma em seus crimes: a porta sempre estava trancada da parte de dentro; nenhuma impressão digital era encontrada, nem mesmo as da vítima. Nenhuma das pessoas mortas tinham ligação, e seus métodos de assassinato variavam como se estivesse experimentando; demonstrando frivolidade extrema.

Quando Naomi começou a trabalhar no caso, se deparou com outro detetive, que dizia trabalhar de modo privado. Ele acompanhou-a durante toda a investigação, analisando a sua lógica, e inteligencia para desvendar os enigmas que ele mesmo havia deixado. Beyond usava o pseudônimo “Rue Ryuuzaki”, que mais tarde passou a ser um dos nomes do detetive Lawliet.
Articulou seu plano de acordo que todos as pistas levassem até ele como a última vítima. Ateou fogo no próprio corpo, mas seu suicídio foi impedido por Naomi, que conseguiu desvendar o caso, assim como desejou e confiou L.

Beyond foi preso, e morreu alguns anos depois por causa de um ataque cardíaco fulminante. O Caso de Assassinatos em Los Angeles foi o primeiro grande caso de L, que por acaso, sem seu consentimento, tinha elementos do caso que iria tirar-lhe a vida no futuro.

Muitos que veem o design de Beyond acreditam que ele seja um tipo de “gêmeo do mal” ou coisa do tipo. A semelhança dos dois pode ser facilmente deduzida: Beyond se fazia passar por L. Apesar de nunca ter tido contato com o mesmo, a informação sobre a sua aparência poderia ser facilmente conhecida por ele. Além de uma demonstração de obsessão, era uma tática para se aproximar mais de L. Beyond chegava a usar laque (!) para ajeitar o cabelo, além de também ter preferência por doces (não se sabe se por influência ou não), especialmente geleia de morango, que comia diretamente do pote e com a ponta dos dedos, o que lhe dá aparência uma antropófaga, usada em fanarts. A risada dele é citada em vários trechos, como sendo alta e exagerada, como o mesmo narrador compara: uma risada de Shinigami, o que nos leva a acreditar que seria algo semelhante a risada de Ryuuku.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Arte/Literatura #1 - Marcadores de página

Depois de ver esses marcadores temáticos de livros (foto abaixo), resolvi fazer um para a série que estou lendo atualmente: Crônicas Vampirescas.



Usei um papel um pouquinho mais grosso, desenhei os dentes com naquim (que não é nanquim) e o sangue é feito aquarela vermelha. Esse efeitinho de sangue escorrido é fácil de fazer, só pingar uma gota da aquarela e assoprar. Pra fazer as gotas, tem que respigar com o pincel molhado.



Juntei algumas imagens de marcadores legais:




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Música #6 - Gallery

Comic/Literatura #1 - Uma história tem mais do que duas versões

Quem leu o livro Entrevista Com o Vampiro, de Anne Rice, tem uma concepção bastante cruel do vampiro Lestat e seus feitios. Os fatos da trama, como a transformação da criança de cinco anos na vampira Claudia tem são contados de maneira melodramática e repetitiva de seu narrador. Não é uma crítica a autora, muito pelo contrário: esses são os traços de Louis, o vampiro humano, que exatamente por isso, foi o primeiro a nos cativar e encorajar nossa viagem adentro das Crônicas Vampirescas.
"Mas afinal, ele é tão bom nisso! Ele usa a desgraça como os outros usam o veludo. O sofrimento o enfeita como a luz das velas. As lágrimas o adornam como jóias." - Lestat, sobre Louis.
No segundo livro, O Vampiro Lestat, temos os primeiros indícios que o Demônio queria ser Anjo. Aquele caçador, afinal, só matava malfeitores e amava profundamente suas criações, e mesmo que não parecesse, pelas palavras de Louis, tinha a melhor das intenções ao criar a filha vampira. Ou pelo menos, era assim que queria que acreditássemos. Cada um defendeu seu discurso muito bem. Eu ainda desconfio das retratações do Louis nas Crônicas de Lestat, e isso é o mais interessante. A Anne não apenas escreve com a voz de um personagem. Era encarna um pseudônimo, leva a personalidade deles em cada linha.

Mas não vim falar dos livros! Vim falar dessa belezinha aqui:



Como já anunciado anteriormente, a graphic novel Claudia's Story vai ser lançada no dia 20 de novembro pela Yen Press. A adaptação e a arte são feitas pela Ashley Marie Witter, e você pode ver as ilustrações dela aqui. A vampira Claudia vai pela primeira vez dar sua versão sobre quando foi criada e seu retrato dos anos que viveu com seus dois pais, Louis e Lestat. Nada mais justo.
Eu nunca gostei muito da ideia das Crônicas Vampirescas serem adaptadas em carne e osso, apesar do primeiro filme, dirigido pelo Neil Jordan, ser maravilhoso. Os vampiros da Anne são simplesmente belos demais para serem retratados por reles humanos.
Na minha opinião, as ilustrações continuam sendo a melhor opção, e nada como contar a mesma história de uma maneira alternativa.

A Anne colocou uma preview da graphic no Facebook dela. Aí vão algumas páginas:




Comic #1 - Edições zero da DC

Enquanto as edições não saem, a DC liberou mais algumas capas das edições que vão contar a origem de cada personagem do universo reformulado.



As minhas preferidas são a o Nightwing e da Batwoman, claro.


Fotografia #1 - Teatime


fonte: tumblr

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Música #5 - Post-punk Revival

Bom dia, amiguinhos.

Escutei faz pouco tempo que a cena musical não teve bandas boas depois dos anos 2000. Mentira, não defendo nem um pouco esse saudosismo. O século XXI tem muitas boas sim! E como já dizia Gina Indelicada, nada se cria, tudo se copia. Bandas que são consideradas boas atualmente são uma reciclagem de antigos sons; é claro, vamos salvar algumas genialidades, temos muita coisa boa e original por aí. Mas vim falar sobre o REVIVAL, que não é exatamente uma coisa ruim.

POST-PUNK REVIVAL


Reparem que a história se repete de forma insistente e a gente nem percebe. Depois que o Neoclassicismo acabou, repleto de razão e humanismo, o Romantismo chegou daquele jeito meio (totalmente) fora de realidade, sentimentalismo e angústia exagerada. Não falo tanto das obras como Iracema, daquele heroísmo tosco que a gente odiava mortalmente na escola. Acentuo os poetas, assim como Álvares de Azevedo, que chorou todas as pitangas (ou as pitangas que não conseguiu) na sua Lira dos Vinte Anos.



O final dos anos 60 e 70 foram marcados pelo início da contra cultura. Os beatniks (caras que eu prometo detalhar em outro post, e me sinto no pecado de resumir os meus poetas preferidos em apenas algumas frases) foram vidrados no jazz, que era o rock daquele tempo. Vamos dizer que o jazz representou muito mais do que o rock representa pra muita gente hoje ou nos anos 80. Os poetas da Geração Beat, principalmente Allen Ginsberg, foram engajados politicamente e causaram desconforto na sociedade que vivia em plena Guerra Fria. Humanistas, racionais, os Hippies herdaram o ácido e a preocupação desse novo movimento que também traria os Punks, anárquicos fervorosos ou aqueles que só gostavam de aparecer.



Não estamos falando de política, calma. Apesar de ter um papel bastante evidente os movimentos, estamos falando de som e de lírica. Os punks, que gostavam de chamar a atenção, tomaram conta da cena, claro. Outra corrente influenciada pelos Beats (e pelos excêntricos New York Dolls) foi o Glam Rock, recheado de androginia e muito glitter. Abaixo, uma foto de Deus (!)


Já deu para perceber que a partir do Glam, as coisas começaram a mudar de rumo. Os homens estavam usando batom, o som se tornava mais diversificado. Mas quando os alternativos resolveram misturar o som punk com a estética Glam, o resultado foi um.... vampiro.


The Cure e Bauhaus levaram ao pé da letra. Abusaram da maquiagem, roupas soturnas, letras melancólicas... coisas que estavam completamente distantes do engajamento político de antes. Esse paradoxo não deixou muita gente feliz. Os góticos eram odiados, tanto quanto os emos foram descriminados lá por 2005. Achavam que eles eram vazios, chatos. Mas se tratava de uma ressaca dos tempos eletrizantes, uma trégua. O nascimento do novo Romantismo?


A cena independente passou a ser conhecida e considerada anos mais tarde, fase importantíssima na história da música. Artistas como The Cure, Joy Division e Echo & The Bunnymen influenciam muita gente até hoje. 
O gótico continuou extremamente forte entre seus adeptos. Tomou um caminho bem definido. Há bandas que se dedicam a um som mais industrial, outros, como Cradle of Filth são considerados Symphonic Metal. Nem parecem ter se inspirado no Post-punk, de tanto que se diferenciaram.



O termo Post-punk Revival é pouco conhecido por aqui. E eu dou graças por isso, porque, na minha humilde opinião, ele é muito mal usado. 
Aposto que muita gente não sabe, mas o The Killers é uma banda rotulada dessa maneira, o que é totalmente equivocado. O nosso queridão Wikipedia trás uma lista das banda do "movimento", que não chegam nem perto dos primórdios. A nova levada do rock atual é bastante livre, busca referencias em diversas fases da música, e talvez por isso, seja tão difícil rotulá-las.

Vou apresentar algumas bandas que eu reconheço como realmente inspiradas no Post-Punk:


EDITORS
O Editors é uma banda indie britânica. Começou como muitos artistas consagrados do Post-Punk, e seu som se aproxima bastante a eles. O baixo é bastante melódico, a voz inconfundível e atmosfera pouco "feliz".

THE HORRORS
Em questão de visual, os meninos do Horrors são os que mais se aproximam dos góticos e dos punks. Eles sofreram uma mudança significativa desdo primeiro álbum, que tinha músicas dançantes e enérgicas, bem garage fuzz. A partir do segundo, a influência do Post ficou bastante clara, e eles chegaram a ser comparados com o Joy Division.
INTERPOL
Muitas vezes espelhado no grunge, o Interpol carrega uma angústia bastante evidente em suas músicas. É uma das bandas que mais vale a pena de se conhecer, não só pelas referencias do Post, mas também pela qualidade.