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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Literatura/Mangá - Another Note: Los Angeles B.B. Murder Case





Título: Another Note - Los Angels B. B. Murder Case

Autor: Nishio Isin

Editora: JBC

Gênero: Policial/Sobrenatural








“Good memories and Nightmares”

Another Note é uma novel original de Nishio Isin, o que poderia ser considerada “fanfic” publicada como livro. Sendo uma história paralela, não é considerada oficial, porém, existem referências no Anime e nos Lives Actions.
A publicação chega a ser uma releitura da história de L. Na entrevista para a edição especial 13 de Death Note, Tsugumi Ohba se impressiona com a atenção do autor: “(Sobre a capoeira) E quem diria que isso apareceria de forma tão surpreendente no romance de Nishio Isin? A gente não sabe mesmo que detalhes serão valorizados. Aliás, o tema de Another Note em si é um bom exemplo disso.”

O desfecho de Death Note é com certeza triunfante. Os seguidores de L conseguem derrotar o vilão, Kira, que teve seu plano de se tornar o Deus do Novo Mundo jogado ao relento ao morrer pelas mãos de um estúpido Shinigami.
Mello e Near cresceram juntos no orfanato Wammy’s House, do também falecido Watari, o mordomo de L. Com apenas 19 e 17 anos (respectivamente), foram encarregados do maior caso que o mundo já havia visto. L havia morrido, e deixado um legado sem um seguidor definido. Near, com sua frieza e imparcialidade, apenas cumpriu o que lhe havia sido imposto desde cedo. Mello teve um jeito diferente de lidar com toda a pressão, seu foco era absolutamente pessoal e suas ações impulsivamente irracionais. Creio que por esse motivo, quem nos conta a história de Beyond Birthday, é Mihael Keehl.

A Wammy’s House não era um orfanato comum. A instituição foi criada com o objetivo de garantir o futuro de L, não do indivíduo, e sim da figura que ele havia se tornado. Crianças foram selecionadas como possíveis candidatos a seguidores do detetive.
Beyond Birthday fazia parte da primeira “linhagem” de sucessores. O mais cotado para realmente ser o substituto de L era A. A pressão dentro do orfanato era tão grande que A se suicidou, e B, tão danificado quanto, fugiu para longe.

A partir daí o paradeiro de Beyond é desconhecido. Depois de dois anos, resolve atrair a atenção de L apresentando-lhe o mais difícil caso de sua carreira até então.
Beyond fora o próprio assassino. Nasceu com os olhos de Shinigami, o que lhe permitia saber o nome verdadeiro e a expectativa de vida de todos os humanos. Assim, baseou direcionou seus homicídios a quem já estava destinado a morrer. Quando os casos começaram a ser conhecidos pelo mundo todo, L convocou a noiva de um detetive de sua confiança, Naomi Misora. Ela ainda trabalhava para o FBI na época, e por ser japonesa, saberia lidar melhor com a investigação; por um detalhe peculiar nas cenas dos crimes: eram deixados bonecos de palha japoneses (Wara Ningyo), que representavam as vítimas que ainda restavam.

Além disso, Beyond Birthday tinha a destreza de não deixar pista alguma em seus crimes: a porta sempre estava trancada da parte de dentro; nenhuma impressão digital era encontrada, nem mesmo as da vítima. Nenhuma das pessoas mortas tinham ligação, e seus métodos de assassinato variavam como se estivesse experimentando; demonstrando frivolidade extrema.

Quando Naomi começou a trabalhar no caso, se deparou com outro detetive, que dizia trabalhar de modo privado. Ele acompanhou-a durante toda a investigação, analisando a sua lógica, e inteligencia para desvendar os enigmas que ele mesmo havia deixado. Beyond usava o pseudônimo “Rue Ryuuzaki”, que mais tarde passou a ser um dos nomes do detetive Lawliet.
Articulou seu plano de acordo que todos as pistas levassem até ele como a última vítima. Ateou fogo no próprio corpo, mas seu suicídio foi impedido por Naomi, que conseguiu desvendar o caso, assim como desejou e confiou L.

Beyond foi preso, e morreu alguns anos depois por causa de um ataque cardíaco fulminante. O Caso de Assassinatos em Los Angeles foi o primeiro grande caso de L, que por acaso, sem seu consentimento, tinha elementos do caso que iria tirar-lhe a vida no futuro.

Muitos que veem o design de Beyond acreditam que ele seja um tipo de “gêmeo do mal” ou coisa do tipo. A semelhança dos dois pode ser facilmente deduzida: Beyond se fazia passar por L. Apesar de nunca ter tido contato com o mesmo, a informação sobre a sua aparência poderia ser facilmente conhecida por ele. Além de uma demonstração de obsessão, era uma tática para se aproximar mais de L. Beyond chegava a usar laque (!) para ajeitar o cabelo, além de também ter preferência por doces (não se sabe se por influência ou não), especialmente geleia de morango, que comia diretamente do pote e com a ponta dos dedos, o que lhe dá aparência uma antropófaga, usada em fanarts. A risada dele é citada em vários trechos, como sendo alta e exagerada, como o mesmo narrador compara: uma risada de Shinigami, o que nos leva a acreditar que seria algo semelhante a risada de Ryuuku.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Comic/Literatura #1 - Uma história tem mais do que duas versões

Quem leu o livro Entrevista Com o Vampiro, de Anne Rice, tem uma concepção bastante cruel do vampiro Lestat e seus feitios. Os fatos da trama, como a transformação da criança de cinco anos na vampira Claudia tem são contados de maneira melodramática e repetitiva de seu narrador. Não é uma crítica a autora, muito pelo contrário: esses são os traços de Louis, o vampiro humano, que exatamente por isso, foi o primeiro a nos cativar e encorajar nossa viagem adentro das Crônicas Vampirescas.
"Mas afinal, ele é tão bom nisso! Ele usa a desgraça como os outros usam o veludo. O sofrimento o enfeita como a luz das velas. As lágrimas o adornam como jóias." - Lestat, sobre Louis.
No segundo livro, O Vampiro Lestat, temos os primeiros indícios que o Demônio queria ser Anjo. Aquele caçador, afinal, só matava malfeitores e amava profundamente suas criações, e mesmo que não parecesse, pelas palavras de Louis, tinha a melhor das intenções ao criar a filha vampira. Ou pelo menos, era assim que queria que acreditássemos. Cada um defendeu seu discurso muito bem. Eu ainda desconfio das retratações do Louis nas Crônicas de Lestat, e isso é o mais interessante. A Anne não apenas escreve com a voz de um personagem. Era encarna um pseudônimo, leva a personalidade deles em cada linha.

Mas não vim falar dos livros! Vim falar dessa belezinha aqui:



Como já anunciado anteriormente, a graphic novel Claudia's Story vai ser lançada no dia 20 de novembro pela Yen Press. A adaptação e a arte são feitas pela Ashley Marie Witter, e você pode ver as ilustrações dela aqui. A vampira Claudia vai pela primeira vez dar sua versão sobre quando foi criada e seu retrato dos anos que viveu com seus dois pais, Louis e Lestat. Nada mais justo.
Eu nunca gostei muito da ideia das Crônicas Vampirescas serem adaptadas em carne e osso, apesar do primeiro filme, dirigido pelo Neil Jordan, ser maravilhoso. Os vampiros da Anne são simplesmente belos demais para serem retratados por reles humanos.
Na minha opinião, as ilustrações continuam sendo a melhor opção, e nada como contar a mesma história de uma maneira alternativa.

A Anne colocou uma preview da graphic no Facebook dela. Aí vão algumas páginas:




Comic #1 - Edições zero da DC

Enquanto as edições não saem, a DC liberou mais algumas capas das edições que vão contar a origem de cada personagem do universo reformulado.



As minhas preferidas são a o Nightwing e da Batwoman, claro.