segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Jake Evans, o garoto que ligou para o 911
Scrollando pelo tumblr, achei um áudio no mínimo chocante, e olha que eu não me impressiono fácil com relatos de assassinos, mas isso fica para outra história. O que achei estranho foi nenhum veículo brasileiro ter noticiado o fato que ocorreu no dia 4 de outubro. Outra coisa que é estranha, e creio que tenha a ver com a legislação americana, é o nome e o rosto de um menor de idade infrator ser divulgado. O caso foi bastante exposto; tanto que o áudio da chamada do garoto esta aí para todo mundo ouvir.
A operadora começa a chamada com o procedimento habitual. "Qual é a sua ocorrência?", ela pergunta. A voz jovial do outro lado da linha diz que matou a mãe e a irmã. De início, a mulher percebeu que não se tratava de um trote. O tom do garoto parecia frio demais. Chocada, ela se vê obrigada a continuar todos os procedimentos de um telefonema de emergência normalmente.
Jake continua com o tom frio, respondendo as perguntas da operadora com calma. Explica que matou as duas com um revólver calibre 22 roubado de sua avó, repete seu nome pausadamente. Quando questionado sobre seu estado, ele responde, "é, estou bem".
Com o endereço do garoto em mãos, a polícia é acionada. A conversa continua. Mais uma pergunta, se ele estava sob efeito de algum medicamento. O adolescente se mostra bastante capaz de construir uma frase conexa, dizendo que só havia tomado alguns remédios para a alergia. Ao decorrer da conversação, o garoto vai ficando mais tenso, até esganiçar uma voz desesperada e confusa, principalmente quando questionado sobre o motivo que o levou a matar as familiares.
"Eu não sei... é estranho. Eu não gosto muito da atitude das pessoas. Acho que é meio que uma coisa emocional. Elas são muito rudes uma com a outra, coisa do tipo. Acho que isso é uma coisa muito egoísta de se dizer, mas elas estavam de sufocando de alguma maneira". O discurso de Evan é completamente lúcido. Ele não demonstra nenhum traço de surto psicótico, e os remédios que ele diz ter tomado, só causariam muita ansiedade se tomados em grande quantidade. Nenhuma alucinação. Ele estava completamente lúcido, e aparentemente arrependido. O que poderia ter causado um ataque de violência no garoto? Relatos dizem que o menino estudava em casa, o que explicaria o "sufocamento" descrito por ele.
O adolescente demonstra uma clara carência, um tipo de carisma perigoso durante a ligação. "Eu sou mal, eu acho", declarou o assassino. Em depoimento, o garoto contou aos policiais que assistiu três vezes Rob's Zombie Halloween naquela semana. Usava o computador para visualizar pornografia ocasionalmente. Depoimentos de alunos da escola que frequentava antes de ser educado em casa dizem que o garoto era simplesmente muito gentil, carinhoso, apesar de tímido.
sábado, 20 de outubro de 2012
"Vocês são cebolas"
Sim, também fiquei espantado quando ouvi isso numa sexta-feira - a primeira da faculdade. A aula não havia começado direito e ela manda um disparate desse, os olhares - ainda sem amizade - se encontraram e aquela típica expressão de "ahn ?" tomou conta. Ao decorrer do tempo, percebemos que não tinha nada em relação ao nosso cheiro.
De fato, somos cebolas. Eu, você, sua paquera e até seu vovô. O que nos caracteriza desse modo são as diversas vivências que levamos durante a vida (Ah, jura, Luiz ?). Cada um enxerga o fato de modo de diferente de outro; os seus olhos são diferentes dos meus, que são diferentes dos dele e por aí vai, até chegarmos no tataravô Adão.
O julgamento do Mensalão, por exemplo. Na última sessão, o ministro relator Joaquim Barbosa, condenou a cúpula petista pelo crime de formação de quadrilha. Não obstante, o ministro revisor Ricado Lewandowski inocentou todos os 11 réus do processo. Nesse caso específico, as emoções ficam em segundo plano, mas a análise dos fatos fica no pódio.
Como pode um mandar todo mundo pro xilindró e o outro para passear, ambos com argumentos válidos ? É enxergar de diversos modos, criançada selvagem. Seguindo essa linha, o mundo avança. Alguns pensando que o azul é melhor que o amarelo, outros colocando o vermelho em primeiro. Mas, não se esqueça, somos todos cebolas.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Palestra sobre História da Arte promove multidisciplinaridade durante o ENIC
Evento que reúne todos os departamentos da
UNITAU incentiva debates aprofundados
A 17ª edição do ENIC (Encontro de
Iniciação Científica), promovido pela Universidade de Taubaté, ocorreu entre os
dias 16 e 19 de outubro. O evento aberto ao público reuniu alunos dos cursos de
todos os departamentos da instituição, oferecendo palestras, oficinas,
minicursos e exposições. A programação do dia 18 contou com a palestra sobre
Perspectivas da História da arte, além de outras atividades voltadas paras
diversas áreas.
A doutora Maria Januária Vilela Santos,
que faz parte do corpo docente do curso de História do Departamento de Letras e
Ciências Sociais, formada pela USP (Universidade de São Paulo) em Arquitetura e
Urbanismo, comandou a conversa sobre os impactos e referências da sociedade na
arte. De forma simples, sem slides e microfone, a professora conversou de
maneira descontraída com cerca de vinte e cinco alunos, que participaram
avidamente do debate, comentando as passagens históricas explanadas pela
acadêmica.
A palestra levou os alunos estabeleceu os
parâmetros que definem a função social da arte, explicando sua evolução que
decorreu de forma drástica durante a história mundial. Os egípcios e gregos
representavam suas atividades através de desenhos, esculturas e murais, sempre
de forma representativa ou figurativa. Além do cotidiano, as obras também
registravam crenças decorrentes de uma obsessiva procura pelo sentido dos
elementos presentes na sociedade. “A história pode ser completamente construída
somente através da observação da arte”, explica a professora Januária. Dessa
análise, é possível entender que ao decorrer dos séculos, sociedade buscou
criar novos valores artísticos. A doutora ressalta eventos que alteraram a
maneira de expressão civilização, como as crises pós-guerra, que assolaram os
homens com uma tensão psicológica aguda, o que resultou no surgimento de
vanguardas artísticas. A definição de valor de arte, consumo e sua aplicação,
passou ser pauta de um mundo em estado de catarse. Inaugurando a época da Arte
Contemporânea, Maria Januária destaca a metafísica presente na constante busca
do espanto, marcando a individualidade psíquica de cada artista.
O debate sobre
arte foi uma reivindicação dos alunos do curso de história, demonstrando o
interesse dos alunos pelas diversas perspectivas atribuídas à matéria.
Confirmando a interdisciplinaridade do tema, o estudo provocou uma reflexão
sobre os impactos da arte na globalização. “A conversa entre as áreas forma um
mundo de não só interligação das áreas de conhecimento, mas também a de
pessoas”, explica a professora Maria Januária. “Hoje há uma tendência de
integrar a forma de ensinar, transformando os fatos em conhecimento, para
explicar como é o mundo”, disse a palestrante.
A respeito do
evento, a aluna Priscila, do segundo ano do curso de História da UNITAU, conta
que tem oportunidade de conhecer outras áreas durante o ENIC. Guilherme, outro
universitário de história, complementa. “Gosto de assistir palestras de
história e também de outros assuntos, ontem assisti uma de Letras” disse o
estudante.
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Bom, essa é minha matéria da pauta do ENIC, galerinha. Gostei muito de conhecer um pouco do que é o curso de história.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Música - Placebo lança B3
Desde o lançamento do álbum Battle For The Sun, o Placebo não divulgava nada inédito. Eles voltam este ano, com o EP B3, que com apenas cinco músicas dá uma boa sensação de renovação da banda. Revonação ou... voltar as raízes. Diferente do último disco de estúdio, as músicas do EP são bastante energéticas e carregam a atmosfera suja e sensual de sempre da banda.
O EP pode ser baixado aqui e foi disponibilizado pelo You! Me! Dancing!
domingo, 7 de outubro de 2012
Urgente
Boa noite.
PS: Você começa amanhã.
Hoje, 7 de outubro, domingo, dia das eleições municipais, uma notícia chocante. Luiz Malheiros, se convidou, ops. Digo, foi convidado para participar da nossa equipe.
Seja bem vindo, Louiz!
PS: Você começa amanhã.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Literatura/Mangá - Another Note: Los Angeles B.B. Murder Case
Título: Another Note - Los Angels B. B. Murder Case
Autor: Nishio Isin
Editora: JBC
Gênero: Policial/Sobrenatural
“Good memories and Nightmares”
Another Note é uma novel original de Nishio Isin, o que poderia ser considerada “fanfic” publicada como livro. Sendo uma história paralela, não é considerada oficial, porém, existem referências no Anime e nos Lives Actions.
A publicação chega a ser uma releitura da história de L. Na entrevista para a edição especial 13 de Death Note, Tsugumi Ohba se impressiona com a atenção do autor: “(Sobre a capoeira) E quem diria que isso apareceria de forma tão surpreendente no romance de Nishio Isin? A gente não sabe mesmo que detalhes serão valorizados. Aliás, o tema de Another Note em si é um bom exemplo disso.”
O desfecho de Death Note é com certeza triunfante. Os seguidores de L conseguem derrotar o vilão, Kira, que teve seu plano de se tornar o Deus do Novo Mundo jogado ao relento ao morrer pelas mãos de um estúpido Shinigami.
Mello e Near cresceram juntos no orfanato Wammy’s House, do também falecido Watari, o mordomo de L. Com apenas 19 e 17 anos (respectivamente), foram encarregados do maior caso que o mundo já havia visto. L havia morrido, e deixado um legado sem um seguidor definido. Near, com sua frieza e imparcialidade, apenas cumpriu o que lhe havia sido imposto desde cedo. Mello teve um jeito diferente de lidar com toda a pressão, seu foco era absolutamente pessoal e suas ações impulsivamente irracionais. Creio que por esse motivo, quem nos conta a história de Beyond Birthday, é Mihael Keehl.
A Wammy’s House não era um orfanato comum. A instituição foi criada com o objetivo de garantir o futuro de L, não do indivíduo, e sim da figura que ele havia se tornado. Crianças foram selecionadas como possíveis candidatos a seguidores do detetive.
Beyond Birthday fazia parte da primeira “linhagem” de sucessores. O mais cotado para realmente ser o substituto de L era A. A pressão dentro do orfanato era tão grande que A se suicidou, e B, tão danificado quanto, fugiu para longe.
A partir daí o paradeiro de Beyond é desconhecido. Depois de dois anos, resolve atrair a atenção de L apresentando-lhe o mais difícil caso de sua carreira até então.
Beyond fora o próprio assassino. Nasceu com os olhos de Shinigami, o que lhe permitia saber o nome verdadeiro e a expectativa de vida de todos os humanos. Assim, baseou direcionou seus homicídios a quem já estava destinado a morrer. Quando os casos começaram a ser conhecidos pelo mundo todo, L convocou a noiva de um detetive de sua confiança, Naomi Misora. Ela ainda trabalhava para o FBI na época, e por ser japonesa, saberia lidar melhor com a investigação; por um detalhe peculiar nas cenas dos crimes: eram deixados bonecos de palha japoneses (Wara Ningyo), que representavam as vítimas que ainda restavam.
Além disso, Beyond Birthday tinha a destreza de não deixar pista alguma em seus crimes: a porta sempre estava trancada da parte de dentro; nenhuma impressão digital era encontrada, nem mesmo as da vítima. Nenhuma das pessoas mortas tinham ligação, e seus métodos de assassinato variavam como se estivesse experimentando; demonstrando frivolidade extrema.
Quando Naomi começou a trabalhar no caso, se deparou com outro detetive, que dizia trabalhar de modo privado. Ele acompanhou-a durante toda a investigação, analisando a sua lógica, e inteligencia para desvendar os enigmas que ele mesmo havia deixado. Beyond usava o pseudônimo “Rue Ryuuzaki”, que mais tarde passou a ser um dos nomes do detetive Lawliet.
Articulou seu plano de acordo que todos as pistas levassem até ele como a última vítima. Ateou fogo no próprio corpo, mas seu suicídio foi impedido por Naomi, que conseguiu desvendar o caso, assim como desejou e confiou L.
Beyond foi preso, e morreu alguns anos depois por causa de um ataque cardíaco fulminante. O Caso de Assassinatos em Los Angeles foi o primeiro grande caso de L, que por acaso, sem seu consentimento, tinha elementos do caso que iria tirar-lhe a vida no futuro.
Muitos que veem o design de Beyond acreditam que ele seja um tipo de “gêmeo do mal” ou coisa do tipo. A semelhança dos dois pode ser facilmente deduzida: Beyond se fazia passar por L. Apesar de nunca ter tido contato com o mesmo, a informação sobre a sua aparência poderia ser facilmente conhecida por ele. Além de uma demonstração de obsessão, era uma tática para se aproximar mais de L. Beyond chegava a usar laque (!) para ajeitar o cabelo, além de também ter preferência por doces (não se sabe se por influência ou não), especialmente geleia de morango, que comia diretamente do pote e com a ponta dos dedos, o que lhe dá aparência uma antropófaga, usada em fanarts. A risada dele é citada em vários trechos, como sendo alta e exagerada, como o mesmo narrador compara: uma risada de Shinigami, o que nos leva a acreditar que seria algo semelhante a risada de Ryuuku.
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domingo, 23 de setembro de 2012
Don't wanna be an American idiot
Mais que americanos idiotas, os produtores do iHeart Radio Music Festival, que rolou do dia 21 a 22 de setembro em Las Vegas, foram ignorantes. Desrespeito com a banda e com os fãs que ali estavam, de 45 min de show, Green Day teve apenas 25 por conta do atraso de outras bandas. E então eis que no meio de Basket Case, aparece no telão ao fundo o tempo restante de 1minuto. Billie Joe Armstrong começa a xingar todo mundo, dizendo que está lá desde 1988 e não é a porra do Justin Bieber.
Verdade, ele não é a porra do Justin, e ainda por cima o Green Day teve seu show enfiado no meio de bandas de pop. Devo dizer que pra entrar no palco e engolir aquilo tudo não deve ter sido facil, e depois da sacanagem do 1 minuto restante, eles mostraram o que nesse tempo de merda dá pra fazer, quebrando suas guitarras a la The Clash.
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